Uma das coisas que sempre me falam quando vejo algum filme, série ou afins, é que nunca se criem expectativa, ou que a sua reação para eles sempre tem que boa, e ir aumentando aos poucos com o passar do filme. Pois bem, eu sempre levo essas dicas quando vejo algum filme que me chama a atenção, seja ele pelo elenco, pelo trailer ou até mesmo pelo tema que ele carrega. E não é diferente com o novo filme da Netflix, lançado em 16 de Setembro de 2020, chamado de: “O Diabo de Cada Dia” ou então ”The Devil All The Time” (Nome Original).

Esse filme ele é baseado no livro, de mesmo nome, e é escrito por Donald Ray Pollock, onde ele conta várias histórias (como no livro) e de como elas vão se cruzando durante o tempo, mas, se você quer identificar um personagem principal, então podemos dizer que é o Arvin Russell (Tom Holland). O filme ele é ambientado entre a época da segunda guerra mundial até a guerra do Vietnã, mas, entre uma cidade que é esquecida de Ohio, onde cada um deles enfrentam de diferentes formas o trauma da guerra ou então a forma de como usam a religião para o próprio bem, pois, neste filme temos um veterano de guerra perturbado, um casal de Serial Killers e um falso profeta.

Com esse enredo já chama um pouco a atenção, principalmente por duas coisa: O seu elenco e o diretor do filme, o Meio-Brasileiro Antonio Campos (que é filho de um Brasileiro com uma Americana.) E o que ele quer passar o esse filme? Basicamente ele quer te chocar, mas, ao mesmo tempo ele quer te prender em contar a história, de como um Thriller Psicológico e de Drama Familiar pode sim traumatizar até os mais puros das pessoas. Principalmente no Primeiro arco do filme, onde o veterano de guerra Willard Russell (Bill Skarsgard) tem sua fé deturpada sendo “passada” pelo filho Arvin, que ainda é uma criança.
E é isso o que chama a atenção, em todo o filme é nos mostrado situações onde a fé, a religiosidade é nos mostrada como algo que as pessoas, se mal usada, pode-se ter como um benefício próprio para alimentar aquilo que temos dentro da gente, o diabo.

Mas, essa é só uma das várias situações que se passa dentro do filme, que tem 2h e 18 minutos, pois, se bizarrice já é pouca envolvendo a fé, o filme ainda pode te causar uns choques com as situações mostrada ao longo dela e muito se deve pela grande convicção na atuação dos atores (Em especial o Robert Pattinson, que vive o personagem religioso Preston Teagardin) o que aqui, a gente tem que falar que não é nem um pouco desperdiçada no filme, ainda mais com o seu elenco estrelado, tendo ele com: Tom Holland, Robert Pattinson, Bill Skarsgard, Sebastian Stan. Tanto que em especial destaco uma cena envolvendo o Tom Holland e o Robert Pattinson, que, dá para sentir uma aflição, uma tensão imposta pelos dois na cena, o que particularmente me ganhou no filme.
E é como citei em cima, a atuação dos atores está impecável, em especial o Tom Holland, que, se você tem aquela imagem dele como Peter Parker, eu sugiro que esqueça essa imagem e crie uma nova, porque o menino se provou neste filme que é sim, um grande ator da nova geração, sem contar o Robert Pattinson, que para mim, está mais do que consolidado a ser um dos grandes nomes de Hollywood, por conta de sua presença de cena e várias outras coisa que, sinceramente, não seria mais loucura o ver ele em uma disputa de Oscar em 2021 ou 22.

Mas num grande geral, o filme é bom, para mim ele ganha facilmente uma nota 8.5/10, pois ele te entretém bem, com uma excelente narrativa e com grandes atuações ele se prova que a Netflix poderá disputar o Oscar com esse filme em 2021, pois, ele pode te assustar um pouco com os seus temas abortados ou com algumas cenas, mas, em sua grande maioria esse filme te faz pensar em o que poderia ser o seu próprio “Diabo de Cada Dia”?
Por: Lucas Barbosa
