Na última semana, saiu na internet uma matéria do jornalista Jason Schreier, famoso por suas matérias de denúncias dentro da indústria gamer, onde ele conta que a equipe de marketing e o ex-diretor criativo da Ubisoft, Serge Hascoet, não deixaram ter uma protagonista em Assassin’s Creed, no caso, a protagonista seria a Kassandra, em Assassin’s Creed Odyssey. Com a frase: “Jogos com protagonistas mulheres não vendem”. Bem, você pode ler isso e pensar duas coisas: Que eles estão super errados ou então, “Eles são burros”. Mas, lendo isso, me veio a ideia de escrever sobre como essa afirmação está muito, mas muito errada, principalmente nesta questão de “Protagonista mulher não vende jogos”, e também como está ultrapassadas.

Bem, para começar a gente tem que falar que, NÃO EXISTE ESSA DE “PROTAGONISTA FEMININA NÃO VENDE”, pois, se fosse assim, a Nintendo não apostaria em vender um jogo onde a protagonista é uma caçadora de recompensas e exploradora do espaço, um game em 1986 chamado Metroid. Samus Aran foi a primeira protagonista que foi feita sem ter aquela apelação sexualizada que se tinha nos videogames antigos, tanto que, o game sempre vendeu bem, sempre chegando a casa de um milhão de copias vendidas, chegando a bater 2.84 milhões de unidades vendidas. Então, para o primeiro jogo que teve uma protagonista feminina, vendeu bem pra caramba, sem contar que, é um dos games mais esperado para ser lançado, pois está em desenvolvimento um novo Metroid.

Avançado os tempos, a gente para em 1996, onde surge uma personagem que é uma arqueóloga, de família rica, que vai para lugares onde ninguém iria, o nome desta arqueóloga: Lara Croft. Cara, Tomb Raider é o jogo onde mais tem reconhecimento e popularidade de uma protagonista no mundo dos videogames, desde o lançamento o game atrai pessoas para jogar e conhecer o game, tendo mais de 20 jogos, três filmes e etc. Esse é um bom exemplo de que realmente um jogo de protagonista vende muito bem, no total a franquia vendeu mais de 89 milhões de unidade, e mm outro exemplo que o game se encaixa, é de ter um bom reboot em sua franquia.

Com esses dois exemplos já vemos que, sim, jogo com protagonista mulher vende muito bem, então logicamente isso não é uma desculpa para uma produtora como a Ubisoft ter essa atitude. E mais um outro exemplo que vale a gente falar é do game da Guerrilla Games, feito em 2017, que traz uma caçadora em um mundo invadido pelas maquinas, o nome dela: Aloy. O Horizon Zero Dawn é um ótimo exemplo também sobre esse tema, pois, sendo um game exclusivo para PlayStation 4 (Texto sendo escrito antes do game ir para PC, em 7 de agosto), ele é um dos games mais vendidos, com mais de 10 milhões de copias, garantindo assim, uma sequencia para o PlayStation 5 e se tornando quase uma estrela principal do novo console.

O que eu quero dizer com esses exemplos de jogos maravilhosos com protagonistas, é que não tem essa de “não vai vender porque é uma protagonista”, não, isso é uma visão muito errada, principalmente em questão de martking, pois, destes três jogos e mais alguns, as pessoas se interessam em jogar com personagens feminino, por mais que uma galera chata reclame, há muito interesse em jogar com personagens e/ou protagonista mulheres. Além disto, você atrai muito o público feminino a jogar, a se identificar com a personagem e ver ela como um símbolo de resistência ao machismo e etc. O que eu quero dizer aqui é que, nunca o problema vai ser que “protagonista femina não vende”, mas sim, por outros motivos, como a jogabilidade, história e afins. Mas, isso é assunto para um outro texto ou podcast.
Por: Lucas Barbosa
