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Crítica | Resident Evil 3

Na semana passada, mais precisamente no dia 3 de abril de 2020, foi lançada o remake (Ou reimaginarão em português) do Resident Evil 3, sim aquele famoso da rivalidade entre Jil e Nemesis e da famosa frase dele: “STARS”.
O jogo, que foi lançado em 1999, ganhou depois de 20 anos um remake nos moldes do antecessor dele, o Resident Evil 2, com o mesmo motor gráfico utilizado e etc. De fato, você olhando para ele, não se discute a qualidade gráfica dele, principalmente na questão de melhoria dos personagens, o motion capture (Ou captura de movimento em português) e uma das coisas que da essa sensação de “Ok, esse jogo e bonito”, principalmente sobre o visual da Jill Valentine, que o motion capture foi feita pela modelo russa Sasha Zotova, enfim, mas um jogo ele não pode apenas se sustentar por gráficos lindos e motion capture bonitos, não, ele tem que se prender também pela historia e a jogabilidade dele.

A esquerda, a modelo Sasha Zotova e a direita, Jill Valentine.

Pois bem, já começando do principio de que, as criticas que estão sendo feita do jogo eu acho elas bem acertadas e certas, principalmente por conta de o que a Capcom fez em relação a historia do RE3, pois, eu não acho que você ira odiar e nem nada do tipo assim, não, o jogo e bem jogável e tem uma jogabilidade bem de boas, como eu falei, o jogo foi feito aos moldes do RE2, então pra você que nunca jogou o original e jogou o RE2 remake, você irá gostar deste, mas, eu particularmente não recomendaria pegar ele por 250,00R$, não, pra mim ele não vale esse preço.

Primeiro vamos a história/coisas retiradas do game, onde, Jill Valentine, uma ex-membro da STARS,  quer sair de Raccoon City, mas por conta da situação que a cidade está vivendo por conta da instalação do vírus, ela não consegue sair de lá, ao mesmo tempo, um ser humanoide, chamado Nemesis e mandado por uma  organização chamada Umbrella, que onde a missão dele e matar os dois membros dos STARS restante na cidade, que são a Jill e o Brad. Resumidamente e assim que a historia anda em relação ao game, mas a primeira critica que eu tenho aqui para fazer é, se você estiver esperando que essa cena aqui da imagem abaixo aconteça no game, sinto muito em lhe informar, mas não, no remake eles cortaram a cena da delegacia.

Cena do Resident Evil 3 original, onde a Jill encontra o Nemesis pela 1° vez.

E quer dizer bastante coisa que você, assim como eu lembra de marcante no original, foram retirados da versão remake do game, agora o porque disto? Olha, se você trabalha na Capcom, ou conhece alguém lá, pergunta pra mim também, gostaria de saber assim como os outros.

Pois cara, não faz sentido uma das cenas mais marcantes que eu tenho na minha infância que e essa, ser retirada do game remake, tipo, e a cena onde todos lembram, onde que ali você olha pro Nemesis, com sua presencia, e fica assustado e ao mesmo tempo marcando na sua cabeça que aquele bicho não vai ser derrotado facilmente. Enfim, além desta cena: a cena do posto Stagia, a torre do relógio e a minhoca gigante que enfrentamos no original, todas foram retiradas na versão remake do jogo. 

E assim, com essas retiradas, o game ficou com o tamanho de mais ou menos de 4 horas de duração, a versão remake, e bem, pra mim acho que ele não vale 250,00 R$ por quatro horas de duração, nem para você que quer jogar porque não jogou o original, espera um pouco, deixa o preço abaixar um pouco.

Agora para a segunda coisa vamos para a reformulação de gênero ocorrido no meio do game: Você tá lá, jogando o game, nos primeiros minutos tu já encontra o Nemesis, ele te passa a sensação de que é um Survival horror, de que realmente vai te botar um medo, mas no meio do jogo, ele automaticamente vira um jogo de ação, deixando de lado a questão de ser um game inicialmente sendo Survival Horror, mas não só pela a questão de que o jogo disponibiliza uma quantidade absurda de munição, mas sim de que o Nemesis em si não te bota mais o medo.

Você anda pela cidade explorando mais com raiva de ter que enfrentar o nêmesis do que ter medo de enfrentar ele, por que além de ser fácil derrubar ele (com uma granada você derruba) ele te derruba também uma mala de loot, onde tem as peças de modificação para as armas, então o jogo te recomenda a enfrentar ele, já que está tão fácil assim do que no original, onde você tinha medo de enfrentar ele.

A terceira coisa e provavelmente a coisa que eu mais fico surpreso e com a mudança do nêmesis, principalmente na segunda forma dele, assim, a primeira forma dele não me incomodou muito, eu acho que é até bem feita, mas a segunda não dá. Enquanto no original a segunda forma dele era de: “A coisa vai ficar mais seria ainda” por conta que ele perde o  sobretudo dele e aprece uns tentáculos nele, no remake não, eles simplesmente decidiram transformar o nêmesis em uma criatura de quarto patas, assim do nada, ele passa de um ser humanoide para uma criatura que e uma fusão do monstro do filme alien com um gato, puma e por ai vai, até a Jill no jogo fala: “Que tipo de animal e ele”.

Bem, mas agora saindo da crítica para um ponto em que o remake acertou foi na gameplay do Carlos, aí sim, aqui eles acertaram por causa que no original você não ligava tanto pro Carlos, você só queria saber em derrotar o Nemesis com a Jill, mas no remake eles acertaram aqui em dá pelo menos um mini protagonismo para ele, com mais cenas e com a parte do hospital sendo mais elaborada, aqui e também na questão de reformulação nos visual dos personagem foram os pontos de acerto do game.

Na imagem, Carlos enfrenta o Hunter, uns dos inimigos em Resident Evil 3 Remake.

O que eu quero dizer é que, ao meu ver, o jogo ficou parecendo que foi rushado, sabe, para aproveitar o hype criado pelo RE2, aí ele fizeram o RE3 nos mesmos moldes, porque como eu disse lá no início do texto, a mecânica do RE3 e a mesma do 2, então ficou realmente parecendo que o jogo foi rushado para aproveitar esse hype, sem contar que, com essa mudança de gênero que ocorre no meio do game, parecia que não estava jogando o RE3 de verdade, não, eu poderia falar facilmente que era qualquer outro jogo de ação, menos Resident Evil 3, por conta desta mudança de gênero. Sem contar que uma outra parte também que me fazem ter essa sensação e da quantidade de munição que você fica, pra vocês terem uma ideia, eu terminei o game com 80 balas de pistola, e nem usei metade disto.

Enfim, acho que essa coisa de Reimaginar uma história de 20 anos atrás, aqui não funcionou tanto, porque a história era bem fechada no original, você não tinha necessidade em colocar personagens do segundo jogo, que nem o que aconteceu no remake, não, na época todo mundo sabia que era uma continuação direta no game, não tinha o porquê de terem feito isso. Bem, acho que com esse remake, as pessoas vão pensar duas vezes se vale a pena fazer essa reimaginação não só nos gráficos, mas também na história original.

#ProjectN3rd

Por: Lucas Barbosa

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