Quando foi anunciado que a gente teria um filme da Liga da Justiça, eu fiquei muito animado, pois sempre adorei as HQ’s deles e digamos que os quadrinhos foram a minha primeira interação com a leitura. Bem, avançando o tempo, em 2017, o diretor Zack Snyder teve que abandonar a direção do filme por conta a morte da sua filha, Autumn Snyder, e não conseguiria completar o filme na época, então a Warner resolveu contratar o diretor Joss Whedon (Vingadores – A Era de Ultron) para finalizar o filme, é bem, o resultado não foi um dos melhores que a gente teve. Tanto que tem uma galera que odeia o filme e as “Piadas” que o diretor fez no longa, tanto que, desde de 2017 até agora, os fãs fizeram uma campanha nas redes sociais chamada #ReleaseTheSnyderCut. E campanha vai e campanha vem, a Warner finalmente confirmou o lançamento da Liga da Justiça – Snyder Cut para a plataforma HBO Max, no dia 18 de março de 2021, é bem, chegamos a esse dia, e eu gostei do filme cara. Bem, a gente já sabe qual é o enredo do filme, então aqui a crítica fica mais entre comparando as duas versões, a do Joss Whedon e a do Snyder, não serão todas as coisas que serão comparadas, mas, ainda assim, apesar de ser o mesmo filme, com a mesma história, é incrível a diferença de visão entre os dois diretores.

A começar pela parte de como o Snyder começa esses primeiros minutos de quatro horas de filme, os colocando com um símbolo de deuses, como na cena do Aquaman entrando no mar enquanto conversa com o Bruce sobre se juntar para enfrentar um grande mal a vista, nisto, se há um coro de moças cantando, como se fosse o seu deus indo embora, ou então a cena do roubo ao banco, onde a Mulher-Maravilha impede o assalto, ela é vista como uma deusa e protetora das pessoas. E isso é uma coisa que Snyder sabe passar a emoção certa com o visual certo, com o simbolismo nas cenas, que até quem não é ligado nisto percebe vendo o longa.
Uma outra coisa que temos que falar que é uma coisa positiva no Snyder Cut, é o Ciborgue ser o protagonista do filme, pois, ao contrário da primeira versão em 2017, o “Liga 2.0” o coloca como centro da trama, e isso me fez gostar um pouco mais do novo (velho) filme, pois, se essa versão fosse a de 2017, eu acredito que teríamos sim os dois filmes da Liga da Justiça sendo lançados no cinema e dirigidos pelo Snyder. Outro ponto bom também no filme é o Jason Momoa, que, também diferente do de 2017, ele de Aquaman tá mais sério, sem piadas ou então com frases divertidas, pois, o personagem é sério, não tinha necessidade de ter o “Humor” junto com o Ezra Miller no primeiro longa.
Mas ainda assim, o filme tem os seus méritos e é claro o Snyder e os fãs, mas, ainda assim, para mim ele não é nem de longe o “Melhor filme da DC” não, pois, até nesta versão, o filme tem sim os seus problemas. A começar pela decisão de ser 4:3 o filme, poxa é difícil ler as legendas do filme nesta resolução e em 4 horas é ainda mais, um outro é o epílogo que gente, eu realmente não precisava ver a cena, o filme termina tão bem com 3:30 horas de filme que aquele epílogo foi muito, mas muito fan service. Mas esse seriam os dois erros que me chamaram mais a atenção, pode ter mais alguns erros aqui e ali, sim porque não, mas dentro das minhas expectativas (que estavam baixas), esses dois foram os que me fizeram recuar um pouco em elogiar mais o filme e manter ele no bom.
Mas ainda assim, isso não deixa de ser importante, acho que é a primeira vez que vejo que uma super campanha dá um resultado enorme para um diretor mostra a sua visão, a sua versão do filme que era o seu maior projeto. Eu ainda continuo achando errado esse lance de, a cada fiasco no cinemas, ter que lançar a versão de X diretor, mas eu também não posso negar que o Snyder estava certo em dizer que a sua versão era melhor do que a que foi para o cinema, enfim, Liga da Justiça: Snyder Cut é um filme para o fã, para o público geral, ele será de reações “Ok” a “Não Curtir muito, mas tem algumas cenas que são boas”, enfim, seja lá qual for a sua relação com o filme, eu digo que ele é sim bom, mas nada fora do normal.
Escrito por: Lucas Barbosa
