Nestes últimos dias a gente teve o tão aguardado lançamento de The Last Of Us Part II para PlayStation 4, e é interessante pois foi lançado justamente no mês do orgulho LGBTQ+, não que seja uma coincidência por parte dos desenvolvedores do game lançar neste mês, mas uma das coisas que me fez pensar em algo que, se repararmos, não tem muito. Hoje em dia as produtoras de games aceitam muito bem a diversidade em games, e não é tão recente quanto parece, pois jogos como Mass Effect, Fallout 2 e The Sims, te tão a opção de criar seu personagem e sua própria história, como o jogador quiser, então ele te dá a liberdade de namorar NPC’s homens e mulheres.

Mas uma das coisas que estava pensando é, tirando a personagem Ellie, de The Last Of Us Part II, ou até mesmo a Max de Life Is Strange, que são assumidamente lésbica, qual outro jogo temos um personagem que controlamos que tem sua sexualidade assumida desde do início? E que não seja de um indie, mas sim triple AAA? Eu faço esse questionamento, pois, são muitos os jogos que tem uma representatividade nos seus personagens, no caso da Birdo, de Super Mario Bros. 2, ou a Flea, de Chrono Trigger que é uma vilã transsexual. Mas, ainda são na sua grande maioria são personagens secundários ou terciários respectivamente.

Claro que, voltando na questão de representatividade, nos games mais atuais é bastante e muito melhor que antigamente, que em alguns dos casos era utilizado para “evitar” violência contra mulher, como no caso da Poison, de Street Fighter, ou então na Birdo, que a Nintendo até hoje não confirma, desde os anos 90, enfim, o que eu quero dizer é que, parece que ainda falta para as produtoras coragem em colocar essa pauta no meio dos games, de termos realmente um personagem de um jogo grande, triplo AAA, que seja parte da comunidade LGBTQ+, como no caso da Naughty Dog com a Ellie, tipo, eu queria ver mais, não só uma ou duas personagens a cada 1.000 jogos. Eu olhando, como um cara bissexual, sinto que falta representatividade com algum personagem nos games, não se tem um personagem nestes novos jogos que seja bissexual, por exemplo, ou então melhor dizendo, um personagem principal que controlamos desde do início que seja bissexual.
Bem, claro que isso e só uma reflexão minha, e que com certeza pode ser errada, pois, como disse, hoje em dia a representação da comunidade LGBTQ+ é bem melhor do que antigamente em personagens de games, tanto que, uma das coisas que devo citar é que Apex Legends, sim, o Battle Royale da EA/Respawn, pra mim faz a melhor representação da comunidade LGBTQ+, pois temos o Gibraltar que é homossexual, a Loba que é bissexual, e o Bloodhound que é um não-binário, e isso é interessante, pois temos três personagens que representa a comunidade, e é aquilo, a gente joga já sabendo disto, já tendo a noção de que o personagem é isso e ponto. Enfim, é um ponto que sempre pensei aqui em compartilhar, claro reforçando novamente, sua opinião pode ser diferente da minha, e quero que seja diferente, principalmente por querer saber mais e melhorar meu argumento sobre esse tema. Essas representações devem ser comemoradas e obviamente, respeitadas, pois um outro motivo para eu ter pensado neste texto é, a piora da “Comunidade Gamer” nos dias de hoje, num lugar que não se deve ter preconceito, pois nunca foi assim, é nem se deve, principalmente com o jogo do The Last Of Us Part II, que recebeu hate por causa da protagonista ser lesbica e mulher, e isso é inaceitável, inviável nos dias de hoje, enfim, e só um pensamento que queria compartilhar e falar neste mês que é o mês do orgulho LGBTQ+

Por: Lucas Barbosa
